quinta-feira, 7 de setembro de 2017

PLAYTABLE A MESA DIGITAL A FAVOR DA INCLUSÃO: DIFERENÇAS SÃO APENAS PALAVRAS.
Por Andréa de Fátima Alves Ferreira Camilo  RU 1363759
Vanessa do Carmo Alves Ferreira Bora RU 390110
Polo Presencial– Campo Largo
Data 12/09/2017

 
 











Fonte: http://playtable.com.br/blog/o-papel-da-tecnologia-para-inclusao-no-ambiente-escolar/ acesso em 23/08/2017
Nos tempos de hoje é comum ouvir falar em alunos de inclusão, mas afinal quem são os alunos de inclusão? E o que a tecnologia pode contribuir para o desenvolvimento desses alunos?
A Lei sobre a inclusão entrou em vigor em janeiro de 2016, fazendo com que a gestão escolar seja reavaliada pela equipe pedagógica. No entanto quando se fala em inclusão escolar, os educadores ficam assustados pelo simples fato de não saber como agir com as crianças inclusas. Nos dias atuais a tecnologia está presente para auxiliar os professores e os alunos, uma vez que é necessário buscar alternativas para proporcionar a inserção de crianças no ambiente escolar ajudando em seu desenvolvimento, independente de sua necessidade e ou deficiência.
Todos sabem que não existe no mundo um ser humano igual a outro, e que as diferenças existentes são avassaladoras não e mesmo? Porém o que reconhecemos como diferença nada mais é do que uma mistura de diferença e desigualdade, pois o diferente é não atender as características padrões desejáveis. A partir desta visão, todas as características humanas e formas de ser que não se encaixam nessa normalidade passam a ser vistas como desvios.
O direito de estar e aprender na escola são de todos, sem exceções, para isso é preciso diversificar e diferenciar, propor estratégias pedagógicas cabíveis a um grupo heterogêneo para garantir igualdade de oportunidade no processo de escolarização.
“E assim acontece com os chamados “alunos de inclusão” ou com dificuldades de aprendizagem. Apesar de sermos essencialmente diferentes, nas escolas, continuamos buscando a homogeneidade no agrupamento, na seriação e nas formas de avaliação. Continuamos achando que turmas heterogêneas são um problema e que a escola existe para ensinar aqueles que correspondem à média em termos de desenvolvimento, sem levar em conta que o normal é a diversidade. Precisamos de forma urgente ressignificar o papel social da escola, assumindo o desafio de ensinar todos os alunos, compreendendo-os como diferentes uns dos outros. Não podemos mais continuar planejando as aulas pensando num grupo homogêneo, pois a mesma estratégia para todos, certamente será inadequada para parte deles”.
“Efetivar essa pedagogia inclusiva requer não apenas um professor capacitado, mas também tempo de planejamento, recursos materiais e humanos, trabalho colaborativo entre profissionais e entre escola e família e uma cultura escolar inclusiva dentro e fora de aula. [...]. não existe um caminho único ou uma metodologia que possa ser simplesmente aplicada, nem mesmo uma capacitação que seja suficiente. A educação numa perspectiva inclusiva se efetiva por meio de um processo continuo e coletivo de reflexão sobre a prática, tendo como base os conceitos de inclusão, igualdade e diferença”.
Pensando nisto foi que a empresa Playtable usou a tecnologia a favor da inclusão. Com o intuito de estimular o aprendizado e incluir os deficientes no âmbito escolar desenvolveu a “mesa digital”, totalmente interativa e multidisciplinar, seus jogos e aplicativos lúdicos são projetados por professores e especialistas em diversas áreas do conhecimento, e são fundamentados nas diretrizes curriculares do MEC tanto para a educação infantil quanto para os anos iniciais. O uso da tecnologia para a educação vem para facilitar o desenvolvimento motor, “desenvolve as habilidades cognitivas e de coordenação motora, além de trabalhar assuntos específicos como alfabetização, matemática, ciências, artes, história e desenvolvem o raciocínio lógico, a memorização, a atenção, e paciência, a criatividade, a resolução de problemas, as linguagens de expressão e a coordenação motora, deixando os alunos mais curiosos, observadores concentrados e comprometidos. A tecnologia infrared se caracteriza pela fácil usabilidade e é, inclusive, acessível à criança com deficiência motora ou psíquica”. Por sua fácil usabilidade e os diferentes níveis de aprendizado, entre outras características, é considerada uma eficaz tecnologia para inclusão, um dos meios de oferecer novas formas de aprendizado e desenvolvimento.
Presente em mais de 350 escolas espalhadas pelo país, totalizando mil unidades ativas, o projeto levou três anos de pesquisa e desenvolvimento para ficar pronto e pode ser adquirido por R$ 11.000,00.
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Aplicativo de Inclusão

APLICATIVO DA INCLUSÃO
Por Valquiria Rodrigues Pacheco – RU 1549838
Polo Campo Largo
Data 29/08/2017


Fonte: googleplay.com


Em momentos de tecnologias inovadoras, vários segmentos já se encontram incorporados e adaptados a esta nova estrutura; como os setores de entretenimento, prestadores de serviços públicos e privados, grandes redes de atacado e varejo, entre outros. Mas ainda deixa-se de agregar todo este artificio para a inclusão social; principalmente quando o assunto é educação, a capitação de recursos para pessoas que apresentam alguma deficiência nesta área é bastante falho. Com o intuito de auxiliar brasileiros em período escolar e que necessitam de um maior apoio no desenvolvimento cognitivo; jovens vem desenvolvendo ferramentas como aplicativos para celular; aumentando a acessibilidade à escola destas crianças e adolescentes. Entre as ferramentas voltadas a inclusão destes alunos destaca-se o Aramumo; que é utilizado exclusivamente por crianças com Dislexia, (dificuldade no reconhecimento de correspondência entre símbolos gráficos e fonemas). Este aplicativo foi desenvolvido por alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), e a criação partiu de um desafio lançado pelo Instituto ABCD, organização não governamental que mantem programas para pessoas com transtornos e dificuldades na aprendizagem; focando desenvolver um App em língua portuguesa para auxiliar crianças e jovens disléxicas. Monica Cristina Andrade Weinstein diretora-presidente do instituto afirma que, ao invés de contratar uma empresa pra criar os aplicativos, a preferência foi envolver estudantes em engenharia da computação por dois importantes motivos; propagar a questão da dislexia para várias áreas e utilizar estes alunos de hoje porque serão os profissionais do futuro, e que poderão desenvolver novas tecnologias para o uso social do amanhã, este desafio surgiu da constatação de que os recursos de tecnologia em língua portuguesa para quem tem dislexia são pouquíssimos. Foram criados três jogos educativos, e o vencedor foi o Aramumo, os três jovens que desenvolveram este aplicativo, ganharam uma viagem para os Estados Unidos para conhecer outras iniciativas que estimulam a criação de programas de computador priorizando o social.
Aprendendo brincando
Como funciona o jogo: O jogador deve ouvir um conjunto de palavras ditas pelo próprio aplicativo, após, o jogador deverá montar as palavras com as silabas que estão demonstradas dentro de bolhas flutuantes na tela, arrastando-as para as posições corretas na grade quadricular. É semelhante a um passatempo de palavras cruzadas. Tem cinco níveis de dificuldade e a pontuação é feita de acordo com o tempo que o jogador leva para acertar todas as palavras. Também pode ser utilizado por falantes de língua portuguesa de todas as partes do mundo. Conforme Eric Gomes Muxagata Conrado um dos criadores; afirma que o grupo vai continuar trabalhando na ampliação desta ferramenta, “é empolgante a ideia de unir a diversão ao aprendizado” diz Eric. O segundo e o terceiro colocados foram os jogos: Mimosa e o Mundo das Cores que explora a memória de palavras em um quebra-cabeça. E o Arqueiro Defensor que envolve a associação de palavras pronunciadas a sua ortografia. Todos foram testados por crianças que passaram por tratamento de transtornos de aprendizagem no Centro de Triagem Neonatal e Estimulação Neurossensorial Dr. Tatuya Kawakami (CTNEN), do município de São Caetano, região metropolitana de São Paulo. Os três aplicativos são gratuitos e estão disponíveis somente para download em aparelhos que utilizam a plataforma Android, do Google.
Beatriz Oliveira – Terapeuta “Gostei muito, achei o app fantástico, proporciona várias ideias para se trabalhar a escrita. Pode ser limitado do ponto de vista de alguns, mas nós podemos continuar de outras formas, como por exemplo, reproduzindo em cartões palavras e frases de outra natureza! O aplicativo é somente uma base o resto é com o terapeuta!”
Vania Muzel – Professora “Ampliar o jogo. Muito bom, prende muito a atenção da criança, poderia ter mais fases. Não deixem esta iniciativa morrer. Parabéns!”


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O TRABALHO PEDAGÓGICO A PARTIR DA PERSPECTIVA DA INSERÇÃO DE FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS PARA O ALUNO DE INCLUSÃO.

Por Maria Celina Prestes Massuqueto RU
Polo Campo Largo
Data 18/08/2017

Laboratório de informática
Fonte: Laboratório de Informática da Escola Bom Jesus

A tecnologia desponta como uma alternativa de fomentar o processo de ensino-aprendizagem do aluno de inclusão. Para que o professor não se torne obsoleto no âmbito pedagógico, se faz necessário que o mesmo incorpore o uso de novas tecnologias em sua atividade pedagógica.
Muito mais do que uma tendência, a incorporação de novas tecnologias já desponta como um modelo de organização escolar, fomentando novas possibilidades que envolvem os processos pedagógicos. Tal realidade também infere diretamente no processo de inclusão escolar, que condiz com a indispensabilidade da criação de mecanismos para assegurar uma educação que permita o acesso e a permanência de todos os alunos na escola, independentemente dos aspectos e especificidades inerentes ao aluno.
De fato, o emprego de ferramentas tecnológicas na sala de aula vem sendo explorado com cada vez maior intensidade na esfera educacional.  Na Escola Bom Jesus, localizada em Campo Largo, no Paraná, os alunos utilizam uma ferramenta pedagógica que auxilia na alfabetização de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e com dificuldades cognitivas de aprendizagem, é o software Participar, desenvolvido por professores e alunos da UNB, Universidade de Brasília, que conta com a colaboração de pessoas deficientes intelectuais no programa. Este software é uma ferramenta que veio contemplar, colaborar e ampliar o trabalho pedagógico e didático que o professor já desenvolve em sala de aula na disciplina de matemática. Ele está disponível, para ser baixado gratuitamente, no site do Projeto Participar. Os recursos pedagógicos e novas tecnologias podem incorporar a prática pedagógica dos professores no âmbito de proporcionar o conhecimento adequado nos processos de ensino-aprendizagem voltados para os alunos contemplados pelo processo da inclusão escolar.
Conceder novas possibilidades de aprendizagem ao aluno de inclusão é uma tarefa fundamental para o século XXI.  Por isso, na Escola Bom Jesus eles utilizam o Somar que é um software educacional voltado ao ensino social da matemática para jovens e adultos com deficiência intelectual. Estão contempladas atividades que possuem aplicabilidade prática dos números, usabilidade de cédulas monetárias para atividades do cotidiano, aprendizagem e uso da calculadora, bem como o uso de relógio digital para a leitura dos horários cotidianos do estudante. Com esta ferramenta os alunos demonstram muito mais interesse em aprender e o ensino torna-se mais prazeroso, e esta ferramenta atingiu o objetivo social, pois facilita a alfabetização e promove a inclusão digital. O domínio dessas habilidades pode possibilitar uma maior autonomia e inclusão social. No entanto, o professor deve aprender a fomentar o seu processo de ensino e o seu plano pedagógico e nortear suas atividades a partir da integração com estas ferramentas tecnológicas, para que o mesmo de fato possa ser bem-sucedido em sua empreitada profissional.
Diante dessa perspectiva, é indispensável que o professor passe a experimentar as ferramentas tecnológicas que se encontram ao seu dispor para que o mesmo possa utilizá-la em sala de aula. O professor deve conduzir o acesso e o encantamento do aluno de inclusão com as ferramentas tecnológicas a partir de sua própria experiência, sabendo extrair o máximo tanto das ferramentas em si, quanto do próprio desenvolvimento das potencialidades do aluno de inclusão.
Cabe ao professor que direciona sua atividade pedagógica ao aluno de inclusão a partir do uso de ferramentas tecnológicas verificar as possibilidades nas quais as dificuldades enfrentadas por tal aluno sejam devidamente superadas. É importante conhecer o aluno e suas dificuldades no mesmo sentido no qual é indispensável conhecer a ferramenta empregada com o intuito de desenvolver o potencial do aluno de inclusão e superar os obstáculos inerentes a ele.
Os jogos didáticos virtuais que podem ser acessados por intermédio de computadores, celulares e tabletes já superaram as desconfianças da comunidade escolar e despontam como uma alternativa que contribui para o desenvolvimento do aluno de inclusão. O professor deve conhecer essa ferramenta para que o mesmo possa integrá-la com o intuito de fomentar o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento das potencialidades psicossociais dos alunos de inclusão.
Para que o profissional da educação não se torne obsoleto, o mesmo deve permanecer em constante contato com as mudanças e possibilidades tecnológicas. Do contrário, o professor estaria indo em desencontro às novas possibilidades educacionais do século XXI. Superados os traumas e desconfianças da integração tecnológica na atividade educacional, as ferramentas tecnológicas devem ser incorporadas a tal processo, visando a construção de uma educação que de fato possibilite o acesso e a permanência do aluno de inclusão no âmbito escolar.


RECURSOS TECNOLÓGICOS PROMOVEM A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL E AUDITIVA.

Por: Jéssica Emmily Felix Ferreira RU 1370502
        Maria Aparecida dos Santos RU 1325934
        Tatiane Hreciv Claudino RU 1386730
Polo – Campo Largo/PR
Data: 04/09/2017

Be my Eyes é app que conecta rede de voluntários a cegos do mundo inteiro (Foto: Reprodução/Be my Eyes)

Fonte: imagem retirada da internet.

Atualmente o mercado disponibiliza ferramentas capazes de tornar o dia a dia de pessoas com algum tipo de deficiência um pouco mais fácil e acessível. Por meio de aplicativos para Smartfones ou tablets e programas de computador, é possível que pessoas com deficiência visual e auditiva realizem diversas atividades com maior autonomia.

Be My Eyes é muito mais do que um simples aplicativo, o Be My Eyes se tornou uma rede de voluntários que “emprestam” os olhos para os deficientes visuais. A ideia do aplicativo é que pessoas cegas sejam conectadas com pessoas que enxergam para que recebam ajuda em tarefas do cotidiano, como a validade de um produto na hora da compra, por exemplo.
Toda essa colaboração é feita por videochamada. Por este motivo, o aplicativo exige uma conexão com uma Internet de boa qualidade. Por enquanto, o Be My Eyes está disponível somente para o sistema IOS.
Ao utilizar o aplicativo, o usuário seleciona a opção de deficiente visual ou voluntário. Neste segundo caso, uma notificação chega ao celular sempre que alguém solicitar a ajuda. Caso aceite a chamada, a conexão é estabelecida e o voluntário só precisa descrever tudo o que vê pela tela do celular usando a voz.
Para o deficiente, uma grande ajuda. Para o voluntário, uma forma de colaborar com aqueles que precisam. Como incentivo, o Be My Eyes concede pontos a quem atende à um chamado, criando uma espécie de ranking.
Alunos de uma escola do interior do Paraná usam aplicativos e dispositivos de computadores que ajudam pessoas com deficiência, é uma maneira de mostrar a inclusão de uma forma divertida e ativa.

 Mexer no computador parece uma tarefa normal para as crianças mas pera aí! E quando o computador é diferente? Teclado maior, lupa para aumentar o texto e até aula narrada para aluno especial, essas são só algumas das ferramentas de procura em programas inclusivos, a exemplo do aluno Thiago que usa óculos e é um dos beneficiados com todas essas opções já citadas.
 Com os recursos adaptados ele consegue aumentar as letras o que facilita na hora de estudar, segundo Thiago, quando a letra está pequena ele não consegue enxergar muito bem, tem que aproximar o aparelho junto ao rosto, porém esse aplicativo de aprendizagem tem facilitado muito mais para quem tem esse tipo de deficiência, ficando assim melhor para a leitura já que as letras podem ficar maiores.
 Para explicar um pouco da importância tecnológica, a escola realiza projetos educativos sobre acessibilidade, assunto esse que nem os professores não dominavam muito bem mas, que foi muito bem aceito pelas crianças. A pedagoga, relata que é algo novo, experimental, mas que deu certo e as crianças se sentiram envolvidas, buscando informações dentro e fora da escola. Levaram para os pais e acredita ainda que com esse projeto, os alunos tenham a consciência da inclusão e de que somos todos iguais.
Nas aulas do terceiro ano fundamental, os alunos tem contato direto com as ferramentas inclusivas, a exemplo da Duda que aprendeu direitinho a importância da tecnologia para ajudar quem tem alguma dificuldade. Ela diz que usa o computador normal, pois não tem nenhum tipo de deficiência mas, se quiser pode usar também os recursos para colocar letras e número diferentes.
 Para aumentar a conscientização sobre a acessibilidade tecnológica foi criada a feira de ciências e uma exposição sobre o tema, a finalidade é fazer mais e mais a sociedade entender que somos todos iguais e sendo assim devemos por tanto, termos as mesmas oportunidades para uma sociedade melhor e mais capaz.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

ESCOLA RECORRE AO GOVERNADOR PARA ADQUIRIR APLICATIVO.


ESCOLA RECORRE AO GOVERNADOR PARA ADQUIRIR APLICATIVO.
Por Adriane Padilha de Souza Santana, RU 1919184
Polo – Campo Largo
Data  04/09/2017



Professora de Almirante Tamandaré-PR, com o apoio da direção escolar, recorre ao governador do estado para auxiliar alunos portadores de deficiência. A solicitação feita já no início do ano letivo foi a aquisição de dois aplicativos, o Livox para dificuldade da fala e o Aramumo para portadores de dislexia.
”Sempre acreditei estar apta para atender a inclusão, mas quando recebi alunos portadores de necessidades especiais é que percebi o quanto as escolas e professores estão despreparados”, nos conta a professora Maria do Carmo Rosa que leciona para o 5º ano na escola Municipal Nilo Peçanha que juntamente com a equipe pedagógica conseguem junto ao governo do estado, dois importantes aplicativos para auxiliar o trabalho escolar.
São muitas as tecnologias assistivas, mas o alto custo delas impede um melhor atendimento para os portadores de deficiência física e intelectual. O Livox um dos aplicativos adquiridos pela escola foi desenvolvido pelo analista de sistema Carlos Edmar Pereira para ajudar sua filha de oito anos a se comunicar melhor, em 2015 foi considerado o Melhor Aplicativo de Inclusão Social do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O Livox permite que pessoas com dificuldade de fala se comunique através de figuras, que podem ser personalizadas de acordo com a necessidade de cada um. Exatamente esse era um dos principais obstáculos que a professora Maria enfrentava que causava contratempo em sua aula, entender e se fazer entender.
 Outro recurso bastante importante do Livox para sala de aula é o toque inteligente chamado IntelliTouch que corrige o toque imperfeito da pessoa com deficiência motora e o teclado virtual que fala automaticamente todas as palavras e frases que estão sendo escritas na tela. O que fez por fim a escola decidir pelo Livox foi conter conteúdo educacional que permite criar conteúdos e ensinar o aluno com deficiência a ler, escrever e conceitos mais complexos de matemática e não requer internet.
O segundo aplicativo escolhido foi o Aramumo que foi criado por dois alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o jogo venceu desafio promovido pelo Instituto ABCD para auxiliar na educação de jovens e crianças com dislexia e outros distúrbios que afetam a aprendizagem.
O Aramumo se assemelha às palavras cruzadas, onde o jogador utiliza silabas para formar palavras. Ele ouve uma série de palavras e deve encaixar as sílabas que aparecem flutuando na tela dentro de bolhas para formar palavras no tabuleiro virtual. A vantagem do Aramumo é ser simples, estimular o raciocínio e ampliar o vocabulário.
O aplicativo está sendo utilizado com os demais alunos com distúrbio de aprendizagem, a escola está feliz com o progresso de seus alunos e lamenta que todas as escolas não possam contar com esta ajuda pedagógica da tecnologia.




A TECNOLOGIA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO

Os recursos tecnológicos apresentam uma gama infinita de utilização em nossa vida diária, atuando como facilitadores de nossas atividades, desde as mais corriqueiras até as mais complexas. Nesse sentido, porque não darmos um novo uso às ferramentas tecnológicas que temos disponíveis e utilizá-las como um recurso na escolarização de alunos com as mais variadas necessidades educacionais especiais?
            As chamadas TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) são promissoras no processo de implementação e consolidação de um sistema educacional inclusivo, pelas suas infinitas possibilidades de atender às mais variadas necessidades, construindo recursos que facilitam e garantem o acesso à informação, conteúdos curriculares e conhecimentos em geral dos alunos em processo de inclusão.
            Em 2 de janeiro de 2016, entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão, que pretende realizar a Inclusão dos alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino, no entanto, como conceituar a Educação Inclusiva (EI)? Podemos citar o conceito publicado em Rodrigues (2007, p.35) onde a Educação Inclusiva é “um modelo educacional que promove a educação conjunta de todos os alunos, independentemente de suas capacidades ou estatuto socioeconômico. A Educação Inclusiva tem por objetivo alterar as práticas tradicionais, removendo barreiras à aprendizagem e valorizando as singularidades dos alunos”. No entanto, é fato que, apesar de ser de direito o acesso de pessoas com deficiência em muitos segmentos da sociedade, essa inclusão, muitas vezes, não ocorre de fato.
            No que diz respeito à educação escolar, podemos observar mudanças significativas. As Universidades e Faculdades estão incorporando em sua grade curricular disciplinas que tratam de assuntos relacionados à Inclusão a fim de dar subsídios teóricos e práticos aos profissionais de cursos de Licenciatura e Pedagogia. Existem também as tecnologias assistivas, cujo termo ainda é novo, e utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão.
            O pesquisador Teófilo Alves Galvão Filho afirma que a tecnologia assistiva é uma área de conhecimento de caráter interdisciplinar. Ela engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que visam promover a funcionalidade relacionada à participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidades reduzidas, visando sua autonomia, qualidade de vida e inclusão social. Tais ferramentas podem ser, por exemplo, o teclado alternativo, livros e publicações em áudio, planilhas eletrônicas, software para reconhecimento e a mesa digital (Play Table).
            Podemos realizar um adendo para falar sobre a Play Table, que é a primeira mesa digital desenvolvida no Brasil, totalmente interativa e multidisciplinar. Seus jogos e aplicativos são projetados por professores e especialistas em diversas áreas, justamente para utilizar a linguagem mais adequada para as crianças e para manter o conteúdo adequado às diretrizes do MEC. Pode ser utilizada por crianças a partir de 3 anos de idade, desenvolvendo as habilidades cognitivas e de coordenação motora, além de trabalhar assuntos específicos, como alfabetização, matemática, ciências, artes, história, entre outros.
A Play Table utiliza a tecnologia infrared que se caracteriza pela fácil usabilidade e é, inclusive, acessível a crianças com deficiência motora ou psíquica, pois é sensível tanto ao toque humano como de objetos de plástico, metal, feltro, entre outros. Além dos assuntos específicos, os aplicativos desenvolvem o raciocínio lógico, a memorização, a atenção e paciência, a criatividade, a resolução de problemas, as linguagens de expressão e a coordenação motora, deixando os alunos mais curiosos, observadores, concentrados e comprometidos. Os elementos visuais são de fácil compreensão e todos os jogos possuem diferentes níveis de aprendizado (fácil, normal e avançado), acompanhando e auxiliando o desenvolvimento do aluno.
A mesa é totalmente preparada para ambientes com muitas crianças. É resistente, lacrada e isolada. Possui um único cabo de energia e um único botão de ligar e desligar, podendo ser operada diretamente pelas crianças, além de possuir conexão wi-fi para atualizações dos jogos. Ela está disponível para venda e vem sendo utilizada por diversas escolas que relatam experiências de sucesso, pois é um instrumento muito lúdico e interativo, despertando o interesse das crianças, que mesmo sem perceber estão desenvolvendo suas habilidades e testando seus conhecimentos.

Podemos observar, no cenário da educação atual, a procura em promover a acessibilidade dos mais diversos alunos, promovendo a inclusão e reduzindo as deficiências sociais. Utilizar a tecnologia na inclusão, é uma forma de oferecer novos meios de aprendizado e desenvolvimento ao aluno que apresenta algum tipo de deficiência, quando a mesma é aliada ao projeto pedagógico, com certeza os resultados serão sempre positivos.

APLICATIVO POSSIBILITA VOZ E AUTONOMIA



APLICATIVO POSSIBILITA VOZ E AUTONOMIA PARA CRIANÇAS

Por Samira Muller Bernardo
Polo-Campo Largo
Data 18/08/2017


    
Fonte: Google.com. br
Escola Caminhos do Amor localizada na cidade de Curitiba PR vem usando em sala de aula o aplicativo livox que é para tablets onde permite às pessoas com deficiência melhorar e facilitar a comunicação, no qual tem apresentado resultados surpreendentes segundo os professores e pais. Este software ajuda na formação de frases, por meio de imagens e textos.

É usado para pessoas que tem dificuldades em falar. O software está sendo atualizado para aqueles que só poderão operá-lo através dos olhos. É baseado em algoritmos inteligentes que se ajustam a diferentes graus de deficiência motora, cognitiva e visual. É capaz de corrigir o toque impreciso na tela do tablet da pessoa com deficiência. O teclado virtual utiliza comando de voz para falar palavras ou frases que estão sendo digitadas, o que torna possível a comunicação do usuário com outras pessoas. O software permite a criação de pranchas com imagens personalizadas e compartilhar conteúdos entre tablets que possuem o app.

A tecnologia pode aproximar as pessoas, como é o caso do livox que possibilita uma melhor comunicação daqueles que não falam, tem alguma dificuldade em se comunicar ou sofrem com problemas motores.

O software reproduz em áudio textos digitados através de teclado virtual ou oferece a construção de orações ou frases. São sucedidos de botões com imagens e textos. O Livox ainda traz diversas perguntas e respostas, com desenhos característicos, para que a pessoa com deficiência possa interagir em uma conversa. Todos esses itens são variáveis, ou seja, os pais podem incluir e excluir frases e fotos, assim como músicas e filmes ao repertório da criança. Também é possível incluir exercícios e materiais de reforço das atividades escolares.

Pensando em como essa ferramenta seria importante para a comunicação em sala de aula a escola Caminhos para o Amor localizada na cidade de Curitiba PR desenvolveu um projeto em parceria com o governo do estado e empresas privadas. Conseguiu alguns tablets e baixar o aplicativo para seus alunos. Esse recurso foi fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças.

 “A criança consegue expressar melhor seus desejos, vontades e o que está sentindo. Facilita a liberdade do aluno porque ele consegue se comunicar com outras pessoas que não sejam as que convivem com ele. Consegue expressar e comunicar com todas as pessoas e sente-se mais autônomo”, afirma a professora Zezé.
A diretora Maria Brasil ressalta que a iniciativa de usar essa ferramenta em sala de aula melhorou muito o desempenho de professores e seus alunos. As crianças tornaram-se mais alegres e os pais o usam em casa também e tornou muito melhor o aprendizado. Tudo isso deve-se ao aplicativo também conseguir incluir exercícios escolares facilitando a inclusão.A tecnologia beneficiou muito e espera que venham outros aplicativos para a inclusão na escola.

A escola tem usado o livox em suas aulas para facilitar a liberdade das crianças, segundo os pais tem facilitado a vida também em casa. Ficam mais autônomos e sentem-se mais capazes. Os alunos da escola estão caminhando para uma inclusão no que diz respeito à realidade de ensino e não somente o que preconizam as leis. Fornecer meios como esse é fundamental. A tecnologia usada neste centro de ensino deve servir de exemplo para que mais crianças possam sentir-se autônomas e incluídas.

Todos saem ganhando com o uso de tecnologias em sala de aula. Os alunos da escola, os pais e professores. Entretanto os maiores ganhos são de quem usa porque consegue interagir com todos de seu meio sem precisar ficar gesticulando.