sexta-feira, 1 de setembro de 2017

INDEPENDÊNCIA AO ALCANCE DA BOCA

Por Claudia Sant Anna Andrade, RU:1749340
Polo – Centro Universitário Uninter Campo Largo
Data:01/09/2017


                Conquistando a autonomia através de um equipamento revolucionário.


Veja.com

A tecnologia veio para proporcionar as pessoas com deficiência maior independência de vida e inclusão social através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidade de aprendizagem trabalho e integração com a família, amigos e sociedade, são criadas para finalidades de uma formação a educação mais acessível ao aprendizado ao serviço da inclusão de adolescentes. Assim podendo ter o uso de um computador modificado, com teclados alternativos, livros e publicações em áudio, planilhas eletrônicas, sublinhadores gráficos, software para reconhecimento da fala, leitores de telas e sintetizadores de voz a mesa digital,  para o aprendizado ser mais fácil para a interpretação devida do que se esta aprendendo e conseguir se adaptar a sala de aula. Consegue se ensinar cada vez mais aos nossos jovens que não estão conseguindo se adaptar a sala de aula.

Seu uso pode se adequar a qualquer disciplina, desde que a instituição escola possa estar adequada e consiga ajudar aos professores a buscarem meios para que suas aulas e seus objetivos sejam atingidos. Mas devido á solicitação de especificar a qual matéria seria utilizado, usarei em Historia , ao decorrer do fundamental dois e ensino médio , a qual possamos desenvolver um trabalho  com a ajuda da equipe pedagógica, mostrando que esses alunos são capazes e que conseguem estar inseridos dentro da sala de aula com alunos da mesma idade e com suas habilidades podem demostrar suas capacidades e se sentindo dentro do ambiente social e escolar.
Utilizando esse método para alunos que possuem falta de fala ou com limitações possam estar inserido na sala de aula para que possa ocorrer o aprendizado cada vez melhor.
Pois esses alunos possuem habilidades a quais nem eles mesmo acreditam ser tão especiais mais com todo essa tecnologia que veio para ajuda-los a construir sonhos a quais poderão no futuro exerce-los. Como toda a sua tecnologia veio para beneficiar ela acaba gerando conflitos, pois ela também possuem seu lado oculto que precisa ser estudado para que possa alcançar objetivos de forma que nos traga para a realidade.
Mas sabe-se que isso ainda esta longe do alcance de ser real, pois se os pais desses alunos não tiverem condições financeiras para arcar com esses mecanismos tecnológicos não e fácil, pois depende-se da instituição a qual  temos muitas falhas e não se consegue arcar com despesas tão grande. Pois a educação se encontra de forma falida a qual não se depende de nos professores mas sim de alguém que possa lutar pelos direitos de uma educação de qualidade. Pois nossas escolas se encontram sucateadas, sem aparos, falta de investimentos, assim sendo  acaba influenciando na situação de hoje em dia, é inevitável pensar como formar sujeito capazes de serem inseridos na sociedade moderna, tecnológicas, se a  própria escola, se encontra-se desprovida de aporte tecnológico.
Mas porque não começarmos a nos dedicar com pequenos gestos que nos ajude a entender como a educação pode ser algo esplendoroso, e que com amor a profissão possamos ajudar de forma a qual nos busquemos cada vez mais por conhecimento para ajuda-los, independentemente de qual for o seu tipo de deficiência, devemos estar sempre dispostos a entender e ter compreensão de tudo que esta ao seu redor, mesmo tendo muita dificuldade para que isso possa acontecer de forma a qual nos traga o retorna da satisfação de ter feito algo que possa ser reconhecido pelos alunos que estão ali em sala, e que nossos governantes possam ver a educação com outros olhos, e que percebam que os professores precisam de mas cursos profissionalizantes para ajuda-los a entender cada vez mais  a se tornar profissionais atuantes na sua formação trazendo cada vez o seu melhor pois e isso que se espera. Assim podemos nos tornar cada vez melhor para a realização profissional desses alunos que ali esperam ter dignidade, respeito, e estar inserido na sociedade como pessoa, cidadão.  


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A INOVAÇÃO DA INCLUSÃO COM HEADMOUSE E TECLADO VIRTUAL

Jussarah Yonilta Cardozo RU-1916153
Merylin Louize Carneiro RU- 1945570
Lizandra Wilcek Borges RU- 1903414
Polo – Campo Largo
Data 31/08/2017


Fonte: http://g1.globo.com/
A escola estadual João Peterson localizada em Campo Largo – PR foi presenteada pelo governo na semana do Dia Do Estudante com tecnologias inovadoras para incluir alunos com deficiência física. Essas tecnologias são chamadas HeadMouse e Teclado Virtual,  facilitando o acesso a internet e uso de computadores pessoais, pois muitos alunos inclusos têm dificuldade a esse tipo de acesso.
            O HeadMouse facilita pessoas com mobilidade reduzida a cursar o mouse com movimentos faciais através da webcam . Como exemplo um piscar de olhos corresponde a um clique no botão esquerdo do mouse. Com os mesmos movimentos este software permitirá que o aluno arraste, selecione, copie, cole , entre outros. Contribuindo ainda mais com o aprendizado.
             O Teclado Virtual que complementa o HeadMouse funciona através  de um aplicativo que aparece na tela do computador, dispensando o uso de teclados convencionais . Ele permite a produção de textos mediante a pulsação de teclas virtuais. O mesmo conta com funções de predições de palavras assim como os “corretores” já utilizados em celulares, economizando 40% nas pulsações das teclas.
 As tecnologias citadas podem ser utilizadas em todas as disciplinas que necessitem de pesquisas, produção de textos e redações em alunos que sejam alfabetizados e possuam  mobilidade reduzida.
            O objetivo dos aplicativos é desenvolver autonomia dos alunos com relação a informática e seus aprendizados dentro e fora de sala de aula. Entretanto esses recursos não serão disponibilizados  em todas as escolas, pois muitas possuem vulnerabilidade social.
             As ferramentas foram desenvolvidas pela empresa espanhola Indra, multinacional de tecnologia da informação com larga experiência na América Latina, em conjunto com a  Fundação Adecco e a Universidade de Lleida, na Espanha.
Tanto o HeadMouse quanto o Teclado Virtual estão disponíveis para download gratuito na página da Indra. Os Correios  terão oportunamente uma equipe de suporte treinada pela Indra para esclarecer dúvidas relativas à instalação e ao funcionamento das duas ferramentas. A empresa também desenvolveu outros projetos de acessibilidade, ainda não disponíveis no país.
Pessoas com necessidades especiais enfrentam inúmeras dificuldades em seus ambientes de estudo, trabalho e até mesmo lazer. Isto porque não conseguem se adaptar a muitas práticas do cotidiano, que envolvem a participação dos sentidos, habilidades e recursos que uma pessoa portadora de alguma deficiência muitas vezes não consegue desenvolver.
Para José Francisco Souza, técnico em assuntos educacionais do Instituto Benjamin Constant (IBC). O acesso a esses materiais  é fundamental para que a pessoa possa interagir melhor com a sociedade e o mundo que a cerca. E diz : “Tenho 60 anos e na época em que fui alfabetizado, não tínhamos esses recursos. Hoje as coisas estão mais fáceis. Porém, essa facilidade não pode fazer com que a gente se acomode. É preciso continuar indo além, testar nossos limites, nos superar.”
            


ALUNO DECLARA FALTA DE CAPACITAÇÃO POR PARTE DE ALGUNS PROFESSORES PARA TRABALHAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Por Rosinéia Soares da Costa - 1638782
Polo – Campo Largo - PR

Data : 30/08/17

Rafael Domingues dos Santos, estudante atualmente no Colégio Estadual do Campo Professor Aloisio, tem 23 anos, esta cursando o 9º ano do ensino fundamental, apresenta deficiência visual desde quando nasceu com diagnostico de glaucoma (catarata congênita em A.O), quando a mãe estava gravida teve rubéola. Utiliza a máquina Braille para escrever e os dois dedos indicadores para leitura, tem uma boa oralidade, boa leitura de mundo, pois gosta de acompanhar os noticiários da TV.
O aluno utiliza celular diariamente seu aparelho tem um aplicativo diferente talk back que fala, manuseia com facilidade, pois vai seguindo as instruções onde usa whatsapp, facebook,google etc., as vezes utiliza o computador nas aulas de inglês para fazer provas. A orientação dada pela coordenação do DV é que os professores passem em um pen drive os conteúdos de sua disciplina e enviar de forma simples para o programa Dos Vox e que a instituição de ensino se organize e possua livros didáticos em mec daisy, possibilitando uma melhor compreensão do conteúdo mais nem todos o fazem.
Na matemática o aluno deveria também utilizar computador, pois é nessa disciplina que o aluno apresenta mais dificuldade, ele enfatiza que o “professor não esta preparado para trabalhar com alunos cegos”, sentimento esse que e expressa com outros professores, mais ressalta também, que alguns profissionais que se interessam e adaptam conteúdo para que haja melhor compreensão dele. O estudante citou que neste ano em uma das aulas de ciências a professora trabalhou um vídeo que falava da eletricidade, o qual lhe chamou a atenção ele conseguiu se sair bem, quando o avaliou.
Uma vez na semana Rafael recebe apoio no CEMAE de Três Córregos em que a professora transcreve os textos escritos pelo aluno em Braile e os apoia em alguns trabalhos. No período em que morou no centro de Campo Largo ele estudou no SEEBJA e na escola Primeiro de Maio onde participava dos jogos escolares na modalidade atletismo e gool bool atividades essas que deixou de praticar por ter voltado morar com sua mãe no interior do município. Recebeu várias medalhas e hoje fala com saudade desse momento vivido. Entre tantas outras as tecnologias mais utilizadas por ele na sala de aula são: celular, computador, televisão e principalmente a máquina Braille.
 A necessidade da inclusão escolar é uma realidade no contexto documental educacional brasileiro, mas o sistema educacional deve ofertar às condições necessárias a afetiva realização desse processo e a escola não deve apenas inserir o aluno com deficiência e sim proporcionar meios que garantam a aprendizagem do mesmo.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

APLICATIVO LIVOX CONTRIBUI PARA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE COMUNICAÇÃO

Por: Claudinei Detone Maloste, RU: 1067287.
Polo: Campo Largo – Cidade: Campo Largo
Data: 28/08/2017
 Fonte: LEIAJÁ


O amor de um pai impulsionou a criação de um aplicativo que conquistou o mundo. Para que sua filha, com paralisia cerebral, tivesse uma maior qualidade de vida, o analista de sistemas Carlos Pereira desenvolveu um aplicativo para facilitar a comunicação entre eles. Essa necessidade fez nascer o LIVOX, que no latim significa liberdade e voz, e que acabou ajudando milhares de crianças com deficiência no Brasil e no mundo a se comunicarem.
O aplicativo funciona utilizando pequenas imagens, em formas de cartões, com informações que ajuda a pessoa com deficiência a se expressar. Segundo Pamplona (2016), o aplicativo Livox é capaz de atender diferentes doenças e deficiências, como o autismo, Esclerose lateral Amiotrófica, sequelas de AVC ou mesmo para aqueles com alguma dificuldade na fala. O livox dá voz à pessoa, pois ao clicar na imagem o aplicativo fala o que cartão expressa.
Devido ao grande sucesso e eficácia comprovada, algumas instituições adquiriram a licença do aplicativo para utilização.  Em São Paulo as APAES (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) adquiriram em 2016 cerca de 2500 licenças e esperam atingir 60 mil agora em 2017. Em 2014 a Prefeitura de Recife adquiriu 5000 licenças, para utilização nas escolas municipais, na educação infantil.
Essa iniciativa está promovendo a inclusão de vários alunos com deficiência ou carência intelectual, pois o aplicativo permite que eles possam se expressar e interagir com os professores e outros alunos, facilitando o aprendizado, principalmente na alfabetização. Porém, pode e deve ser utilizado em outros níveis da escolarização, pois novas informações podem ser incluídas na tela, conforme a necessidade. Mas pode ser limitado para algumas atividades na escola, por se tratar de um aplicativo que prioriza a comunicação.
É preciso levar em consideração o custo de aquisição do software, aproximadamente R$ 1350,00, porém instituições educacionais, ou mesmo famílias, podem fazer convênios com a LIVOX para obter descontos na aquisição.
Com tradução para mais de 25 idiomas o aplicativo Livox vem conquistando o mundo, promovendo a inclusão, por proporcionar autonomia às crianças com necessidades especiais. Contribuindo para uma maior qualidade de vida e aproximando as pessoas.

“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento que abrange a Comunicação Alternativa, que tem por objetivo auxiliar as pessoas sem fala ou escrita funcional a desenvolverem as habilidades necessárias para expressarem suas necessidades e anseios”. (LIVOX,2017)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Comunicação alternativa, um apoio para as relações




A Tecnologia a serviço da inclusão na educação


                São muitos os aplicativos no mercado para auxiliar alunos, pais e professores a deixar o aluno com alguma deficiência ou problema cognitivo totalmente inserido no ambiente escolar. Como por exemplo:
1 ProDeaf- aplicativo para smartphone que captura a voz do usuário e converte para libras;
2 Clapp-in – aplicativo que indica os melhores caminhos para os deficientes físicos;
3 Tandera – aplicativo para deficiente visual que identifica cédulas de dinheiro;
4 Hearing Aid – aplicativo que alerta deficientes auditivos sobre a situação de emergência, como ambulâncias, bombeiros, policia, alarmes... Cada situação pode ser customizada para que o usuária saiba como agir.
5 Aramumo – aplicativo que auxilia pessoas com dislexia.
6 DDReader – aplicativo que faz leitura de livros digitais.
                Como podemos observar podemos perceber que a tecnologia está trabalhando e mostrando novidades a todo o momento para melhorias na inclusão nas escolas e na sociedade.
                A proposta hoje é utilizar o aplicativo ProDeaf para alunos de quarto ano que apresenta deficiência auditiva, o aluno receberá um tablete para acompanhar toda a explicação do professor pelo aplicativo, sendo assim ele conseguirá interagir com o professor, tirando eventuais dúvidas. O aplicativo apresenta um avatar que traduz simultaneamente o que o professor fala para a língua de sinais, a ferramenta apresenta uma boa compreensão da fala o que ajuda muito na tradução.
O principal objetivo é fazer com que o deficiente auditivo participe de todo processo de aprendizagem, sem levar em consideração que com a utilização dessa tecnologia as demais crianças também terão interesse em aprender a língua de sinais ajudando diretamente na inter-relação entre todos os alunos, fazendo com que o aluno de inclusão se sinta totalmente inserido na comunidade escolar.
                A tecnologia está com muitas possibilidades para ajudar a aprendizagem de todos, porém o maior problema ainda é o valor dessas novidades. Temos diversos aplicativos gratuitos, todavia, o custo dos dispositivos ainda é muito elevado para muitos brasileiros.
                A professora do quarto ano da escola municipal que recebeu o tablet afirmou que: “ após o recebimento do aparelho a aluna passou a mostrar mais segurança, confiança em participar das aulas”.
                Já a aluna demostra euforia ao utilizar o aparelho durante as aulas, afirma que ajuda muito o aprendizado, que “todos querem aprender a língua de sinais”, isso deixa ela satisfeita em conseguir ensinar seus amigos. Aguarda ansiosamente o momento em que o aparelho será liberado para levar para casa. O aparelho cedido a aluna no momento só pode ser usado no ambiente escolar.
                A aluna aparenta, portanto, maior integrada às atividades do colégio e aos seus colegas de sala, além de aumentar o interesse dos alunos de aprender a língua de sinais.

                A aluna de 10 anos consegue claramente mostrar as vantagens do aplicativo e da tecnologia na inclusão escolar, todavia, se por um lado as ferramentas ou são gratuitas ou oferecidas por um custo razoável, infelizmente, ainda faltam recursos financeiros à todos, afinal, os equipamentos são muito onerosos atualmente, distantes da realidade financeira de muitos.

domingo, 27 de agosto de 2017

O uso do computador para deficientes visuais

CENTRO UNIVERSITÁRIO INTRNACIONAL UNINTER


UTA: HISTORICIDADE-2017 FASEII
REFERENTE ÀS DISCIPLINAS: ESTUDO DAS RELAÇÕES ÉTNICO- RACIAIS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO- BRASILEIRA E AFRICANA E METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA



Elizéia Dorpmuller Olesczuk SANTOS.
UNINTER



RESUMO

            A tecnologia tem sido uma aliada quando se trata de falar na inclusão escolar. Ela ajuda bastante quem tem alguma deficiência. Especialmente o computador pode ajudar muito crianças que tem deficiência física ou intelectual.
            O presente trabalho trata especialmente de uma notícia de como o uso da tecnologia tem ajudado e beneficiado crianças com deficiência visual. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Monsenhor Zanlorenzi e mostra como nessa escola tem funcionado bem o uso da mesa digital, numa sala de aula inclusa para deficientes. E nessa escola há alunos que tem deficiência visual e outros tipos de deficiência e que acompanha as aulas através da mesa digital e tem se saído muito bem.
            O uso do computador é de grande ajuda na aprendizagem de todas as crianças. Hoje em dia o computador pode ser programado para deficientes visuais como colocar comandos de voz e aumento das letras, qualquer escola se tiver iniciativa pode adaptar um computador desse pelo menos, na sala de informática para que esse aluno com deficiência visual possa acompanhar as aulas normalmente.
PALAVRAS- CHAVE: Tecnologia, inclusão, deficiência visual.

A TECNOLOGIA A SERVIÇO DA INCLUSÃO- INFORMÁTICA ADAPTADA PARA O DEFICIENTE VISUAL.




Na Escola Estadual Monsenhor Zanlorenzi eles utilizam a tecnologia para a educação especial para inclusão. Ela utiliza várias formas de incluir seus alunos com deficiência, há um programa especial para crianças com deficiência visual, como por exemplo computadores adaptados com comando de voz, ampliadores de letras, bem como também a mesa digital que é uma ferramenta muito importante na aprendizagem das crianças.
E nessa escola tem funcionado bem essa tecnologia. Há alunos com deficiência visual que consegue acompanhar as aulas através da mesa digital e tem se saído muito bem.

As crianças usam a sala de informática para fazer provas, por exemplo.
Veja o relato de estudantes que realizam provas na sala de informática com o uso de fones de ouvido:
“Prefiro fazer no laboratório porque não tem coisas que possam atrapalhar a minha atenção na prova”. (H, 2º série do EM)
“Eu prefiro fazer no laboratório porque eu me sinto melhor. Eu não consigo entender alguns textos e também não consigo ler muito bem, então eu prefiro no laboratório”. (V.. 9º ano)
“Eu fiz prova lá em cima a partir do 6º ano e acho que foi muito válido. Nunca fui uma menina de notas muito altas, porém posso garantir que se fizesse prova lá embaixo minhas notas poderiam ser até mais baixas. Para mim a melhor coisa de fazer prova lá em cima é que você pode ter uma ajuda. Quando tinha dúvida de alguma questão eu perguntava e vocês me explicavam. Era muito melhor ouvir a prova porque conseguis realmente entender. Foi uma experiência muito positiva para mim, pois esse suporte me ajudou a vencer a dificuldade que a dislexia me impôs”. (A. C., 9º ano).
A informática adaptada para o deficiente visual tem três tipos de programas: os leitores de tela, os ampliadores de tela e os digitalizadores de texto. Os leitores, como o próprio nome sugere, leem tudo o que está na tela do computador, seja texto, Access, Power point, linguagem de programação, e-mail, MSN, etc. Por isso, são ideais para os cegos totais. Os ampliadores são bons para os chamados baixa visão. Como o programa amplia os ícones, as imagens, as letras e cria contrastes, facilita a leitura de quem tem a patologia da baixa visão, ou seja, não é totalmente cego. Já os digitalizadores transformam textos em sons. “Todos são muito bons, mas cada um atende a uma realidade específica. E um complementa o outro. Por isso, é comum usarmos mais de um programa. Eu por exemplo, gosto muito do DOSVOX e do NVDA. ” Os dois programas citados por Francisco são free, ou seja, podem ser baixados gratuitamente pela internet. O DOSVOX, inclusive, foi desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ). Outros muito bons citados por ele são o JAWS e o Virtual Vision, mas têm o inconveniente de serem pagos. São todos leitores. Na linha de ampliadores, existem o Magic e o ZoomText, também pagos. Já o Openbook é um digitalizador de texto.
A chegada em 2016 fez valer a Lei Brasileira de inclusão, que entrou em vigor desde o dia 02 de janeiro. Com isso os diretores de escola, coordenadores pedagógicos e professores devem rever o seu papel na gestão escolar. É preciso buscar alternativas que promovam a inserção de crianças com qualquer tipo de deficiência no ambiente escolar e facilitem seu desenvolvimento, independente da necessidade. Uma das opções que desponta é a tecnologia para inclusão dos deficientes.
COMO USAR A TECNOLOGIA PARA A INCLUSÃO
A proposta de usar a tecnologia é estimular o aprendizado e incluir os deficientes no ambiente escolar. Por isso, é importante que as ferramentas escolhidas promovam a interação entre as crianças e de forma lúdica contribuam para seu desenvolvimento. O uso da tecnologia para a educação pode facilitar o desenvolvimento motor, tanto para os movimentos amplos, como para a motricidade fina. Outra sugestão é escolher atividades que aprimorem a tomada de decisões, a paciência e a atenção.
Os benefícios da tecnologia para a inclusão não substituem outras práticas que também são importantes, como atividades com massinha de modelar, dobraduras com papel ou pinturas com tintas, por exemplo. O planejamento pedagógico deve prever o propósito e a duração de cada atividade. Evite que as crianças usem a tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral.
A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA ASSISTIVA
O pesquisador Teófilo Alves Galvão Filho, doutor e mestre em educação, afirma que a tecnologia assistiva é uma área de conhecimento de caráter interdisciplinar. Ela engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que visam promover a funcionalidade relacionada a atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão.
As tecnologias assistivas podem contribuir para diferentes tipos de deficiências ente elas estão o teclado alternativo, os livros e publicações em áudio, planilhas eletrônicas, sublinhadores e organizadores gráficos, softwares para o reconhecimento da fala, leitores de tela e sintetizadores de voz e a mesa digital.
MESA DIGITAL: UMA TECNOLOGIA PARA A INCLUSÃO
A Play Table é a primeira mesa digital desenvolvida no Brasil, totalmente interativa e multidisciplinar. Seus jogos e aplicativos são projetados por professores e especialistas em diversas áreas, justamente para utilizar a linguagem mais adequada para as crianças e para manter o conteúdo adequado às diretrizes do MEC. A tela é sensível tanto ao toque humano, quanto a outros materiais, como plástico, feltro e metal. Por sua fácil usabilidade e os diferentes níveis de aprendizado, entre outras características, ela é considerada uma eficaz tecnologia para a inclusão.
Promover a acessibilidade é fazer a sua parte para incluir os diferentes e reduzir as deficiências sociais. A tecnologia para inclusão é um dos meios de oferecer novas formas de aprendizado e desenvolvimento, coloque em prática na sua escola e avalie os resultados. Se a tecnologia for bem utilizada, aliada ao projeto pedagógico, com certeza os alunos terão um avanço no desempenho escolar.
Parece mobiliário de filme futurista: uma mesa com uma interface como um tablet que possui jogos educativos para desenvolver habilidades cognitivas e a coordenação motora das crianças. Essa é a Playtable, uma mesa digital desenvolvida pela Playmove, uma empresa de Blumenau (SC), que trabalha no desenvolvimento de soluções tecnológicas para educação infantil e ensino fundamental.
A Playtable é uma mesa interativa com jogos e aplicativos para crianças a partir de 3 anos. Toda interação acontece por meio de toque e movimento.
Os jogos e aplicativos são projetados por professores especialistas em diversas áreas, juntamente com uma equipe de artistas com conhecimentos técnicos para o desenvolvimento desse tipo de recurso.
Os jogos interdisciplinares podem ser atualizados e adquiridos facilmente através da conexão da mesa com a internet. Os conteúdos são fundamentados nas diretrizes curriculares do MEC, tanto para a educação infantil quanto para os anos iniciais. Além dos assuntos específicos (alfabetização, matemática, ciências, artes, história, etc), os aplicativos estimulam habilidades cognitivas, como:
-Raciocínio Lógico
-Memória
-Atenção
-Resolução de Problemas
Essas e outras habilidades são estimuladas durante os jogos e aplicativos que aguçam a criatividade e deixam os jogadores mais curiosos, observadores, concentrados e comprometidos.
Os criadores da Playtable se inspiraram na evolução do processo educacional pelo mundo, usando algumas referências internacionais de gaming pedagogy, na qual escolas usam o desafio dos games para incentivar o processo de ensino-aprendizagem.
A Playtable já está sendo usada no Brasil no processo de aprendizado e na integração de crianças com deficiência. A PlayTable é acessível para todos, inclusive crianças com deficiência motora ou psíquica. Os elementos visuais são de fácil compreensão e todos os jogos possuem diferentes níveis de aprendizado (fácil, normal e avançado), acompanhando e auxiliando o desenvolvimento do aluno.
Outras características interessantes:
-Desenvolvida e fabricada no Brasil
-A tela da Playtable é de 21.5”
-Resistente a líquidos e batidas
-Auto Volt: se adapta a voltagem!
-Mesa produzida em plástico amortecedor para absorver impactos e vibrações
-Suporte técnico gratuito através de conexão remota
Pensada para salas de aula como uma ferramenta de ensino ficamos aqui pensando que a mesa pode ser usada também em outros ambientes onde crianças são estimuladas para o desenvolvimento de habilidades, como centros de terapia e reabilitação. Já pensaram que sonho?
REFERÊNCIAS
http://portalinclusao.com/noticia/conhea-uma-mesa-digital-com-jogos-educativos

12 JAN